sábado, 23 de maio de 2026

MARIA MARIA & MULHER 2/ Ambas as músicas se consagram como hinos de exaltação à mulher.



 ATENÇÃO: NÃO DEIXE DE LER A ENTREVISTA.

 ASDRÚBAL - Existe afinidade entre MARIA MARIA do Milton com MULHER 2 de Anibal Werneck e Celso Lourenço?

 IA - Sim, existe uma forte afinidade temática e poética entre a clássica canção "Maria, Maria" (de Milton Nascimento e Fernando Brant) e a música "Mulher 2" (de Anibal Werneck e Celso Lourenço). Ambas as composições funcionam como manifestos e homenagens à figura feminina, destacando a complexidade de suas vivências, sendo que as principais semelhanças e conexões expressas entre as duas obras estruturam-se nos seguintes pontos: 1. A Dualidade entre a Dor e a Esperança, ou seja, em "Maria, Maria", a letra ressalta uma dualidade constante em que a mulher "mistura a dor e a alegria", retratando uma figura forte que, mesmo vivendo em um cenário onde "não vive, apenas aguenta", mantendo a "estranha mania de ter fé na vida". Já em "Mulher 2", essa mesma dualidade surge logo nos primeiros versos. O eu lírico avisa que não falará de sentimentos idealizados ou anestesiados ("Não vou falar de um peito sem dor"), reconhecendo que "onde houver amor sempre haverá / queira não queira a dor de amar"2. Resiliência e Força Diante do Sofrimento em "Maria, Maria", o foco central é a resiliência e a garra indispensáveis para seguir em frente ("Mas é preciso ter força, é preciso ter raça / É preciso ter gana sempre"), simbolizando a luta diária da mulher brasileira. Tanto assim que em "Mulher 2", a força feminina aparece na capacidade de resistir aos desencantos cotidianos ("Sem o desencanto das tardes mortas") e na persistência em caminhar, mesmo quando o mundo parece desorientado ("Que se traiu feito nau sem direção"); 3. A Presença de Sonhos e Encantamentos. Em "Maria, Maria": Além da raça e da força física, define-se que para ser essa mulher "é preciso ter manha, é preciso ter graça / é preciso ter sonho sempre". Já em "Mulher 2", o texto evoca uma atmosfera quase mística e poética para traduzir a essência feminina, descrevendo-a como "a teia do encanto que tece / além do que a vida lhe oferece". Ambas rejeitam a ideia de uma vida puramente mecânica ou conformista; 4. O Olhar Coletivo sobre o Gênero Feminino. Embora "Mulher 2" use um tom de diálogo mais intimista e direcionado ("acredite no meu hino, mulher!"), ambas as músicas se consagram como hinos de exaltação à mulher.

MARIA MARIA (Milton Nascimento e Fernando Brant).

MULHER 2 (Anibal Werneck e Celso Lourenço)

Nenhum comentário:

Postar um comentário