MARIA MARIA & MULHER 2/ Ambas as músicas se consagram como hinos de exaltação à mulher.
ATENÇÃO: NÃO DEIXE DE
LER A ENTREVISTA.
ASDRÚBAL - Existe
afinidade entre MARIA MARIA do Milton com MULHER 2 de Anibal Werneck e Celso
Lourenço?
IA - Sim, existe uma
forte afinidade temática e poética entre a clássica canção "Maria,
Maria" (de Milton Nascimento e Fernando Brant) e a música "Mulher 2" (de
Anibal Werneck e Celso Lourenço). Ambas as composições
funcionam como manifestos e homenagens à figura feminina, destacando a
complexidade de suas vivências, sendo que as principais semelhanças e conexões
expressas entre as duas obras estruturam-se nos seguintes pontos: 1. A Dualidade entre
a Dor e a Esperança, ou seja,
em "Maria, Maria", a letra ressalta uma dualidade constante em que a
mulher "mistura a dor e a alegria", retratando uma figura
forte que, mesmo vivendo em um cenário onde "não vive, apenas
aguenta", mantendo a "estranha mania de ter fé na vida".
Já em "Mulher 2", essa mesma dualidade surge logo nos primeiros
versos. O eu lírico avisa que não falará de sentimentos idealizados ou
anestesiados ("Não vou falar de um peito sem dor"),
reconhecendo que "onde houver amor sempre haverá / queira não queira a
dor de amar"; 2. Resiliência e
Força Diante do Sofrimento em "Maria, Maria", o foco central é a resiliência e a garra
indispensáveis para seguir em frente ("Mas é preciso ter força, é
preciso ter raça / É preciso ter gana sempre"), simbolizando a luta
diária da mulher brasileira. Tanto assim que em "Mulher 2", a força
feminina aparece na capacidade de resistir aos desencantos cotidianos ("Sem
o desencanto das tardes mortas") e na persistência em caminhar, mesmo
quando o mundo parece desorientado ("Que se traiu feito nau sem
direção"); 3. A Presença de
Sonhos e Encantamentos. Em
"Maria, Maria": Além da raça e da força física, define-se que para
ser essa mulher "é preciso ter manha, é preciso ter graça / é preciso
ter sonho sempre". Já em "Mulher 2", o texto evoca uma
atmosfera quase mística e poética para traduzir a essência feminina,
descrevendo-a como "a teia do encanto que tece / além do que a vida lhe
oferece". Ambas rejeitam a ideia de uma vida puramente mecânica ou
conformista; 4. O Olhar Coletivo
sobre o Gênero Feminino. Embora
"Mulher 2" use um tom de diálogo mais intimista e direcionado ("acredite
no meu hino, mulher!"), ambas as músicas se consagram como hinos de
exaltação à mulher.
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