domingo, 18 de outubro de 2026

O MIGUEL NO CÉU/ Um cordel pra mostrar a sabedoria popular.



O MIGUEL NO CÉU

A vontade vem de longe
Pra escrever este cordel
De uma história ocorrida
Depois da morte, no céu,
De um homem muito bom
Cujo nome era Miguel.

Quando estava na Terra
Dizia pra todos assim:
'Quando morrer quero ver
O meu anjo Serafim
que sempre me salvou
De todos perigos, enfim'.

Assim que pisou no céu
São Pedro logo apareceu:
'Bem-vindo meu bom amigo
Que este lugar é todo seu!'
Alegre e feliz como nunca,
O bom Miguel agradeceu.

Um Céu de anjos surgiu
Acalentando nosso Miguel
Muito temente a Deus
Se mostrava sempre fiel
Sua vontade então foi feita
Através dum rio de mel.

E assim embarcou Miguel 
Ao encontro do seu anjo
Serafim, mais perto de Deus,
Mas foi preciso muito arranjo
Pra conseguir ao menos ver
O seu tão querido Arcanjo.

Esta história até hoje rola 
Porque ninguém sabe contar
Se Miguel encontrou o Anjo
Que ao lado de Deus está
Porque fica muito difícil
A face do Poderoso, olhar.

Segundo o 'Doutor Angélico'
O famoso Tomás de Aquino
Os anjos mais perto de Deus
São os que estão mais no cimo
Todavia, mesmo assim ajudam
Todo homem peregrino.

Este cordel termina aqui
Revelando uma explicação
Que Miguel foi peregrino
A vida toda numa missão
De andar pela Terra Santa
Em busca da Comunhão.

NOTA: Tirando a gravura (Gemini), este cordel não tem a participação da IA, ele é totalmente de minha autoria, vale a pena conferir.

Anibal Werneck de Freitas, em 19/10/2026









 

sábado, 17 de outubro de 2026

EU VI NO CEMITÉRIO/ Um cordel pra quem é forte e não teme a morte.




Senhores, peço licença
Para a história começar
De um cabra muito valente
Que gostava de mofar
Dizia que assombração
Era história pra enganar.

Certa noite de neblina
Lá pras bandas do sertão
Ele cruzou o cruzeiro
Sem fazer uma oração
Entrou na vila dos mortos
Gostando da solidão.

Eu vi no cemitério,
Com olhos que a terra consome,
Uma assombração medonha
Que assusta qualquer homem:
O fantasma de um avarento
Que de remorso hoje come.

Eu vi no cemitério
A lua beijar a tumba,
E escutei na ventania
O eco de uma macumba,
Uma caveira sorrindo
Balançando a catacumba.

Eu vi no cemitério
Um fogo que corre o chão,
Não era bicho da terra,
Era a alma de um vilão
Pedindo a quem passava
Uma réstia de perdão.

O cabra que era valente
Sentiu o corpo tremer,
Esqueceu a valentia
E botou foi pra correr,
Viu que o mundo dos mortos
Não é pra vivo mexer.

Deixo aqui o meu conselho
Pra quem gosta de zombar:
Respeite quem já partiu
E o seu eterno lugar,
Pois quem desafia a morte
Pode não ter pra onde voltar!

NOTA: Cordel feito em parceria com a IA Google.

Anibal Werneck de Freitas, em 18/10/2026

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

O INFERNO DE TRUMP/ Um cordel no cotidiano do Imperador Americano.


O tema e o roteiro do mesmo são de minha autoria, quanto aos versos do cordel são da Inteligência Artificial e a gravura do vídeo extraída da IA Gemini

O INFERNO DE TRUMP
I
Peço rima ao Pai Eterno
Para contar a jornada
De um homem poderoso
Da cabeleira amarelada
Que ao bater as botas na Terra
Teve a alma despachada
Direto pra terra queimada.
II
Donald Trump, o magnata,
Do topo do seu império,
Deixou o mundo dos vivos
Sem pompa e sem mistério
E acordou num lugar quente
Onde o fogo é assunto sério
Nas portas do cemitério.
III
O diabo, ali na recepção,
Olhou o gringo chegar
Com terno azul alinhado
E a pose de governar
E disse: "Aqui no meu reino
Você não vai mandar nada,
Sua hora acabou de soar!"
IV
Mas Trump olhou pro capeta
Sem demonstrar nenhum medo
Disse: "Este lugar é um caos,
Mas eu resolvo o segredo!
Vou construir uma torre,
Mudar esse seu enredo,
E privatizar o degredo!"
V
"Vou fazer o Inferno Grande!
Make Hell Great Again!
Vou botar muro na entrada
Pra não passar mais ninguém,
Cobrar tarifa do Céu,
E quem quiser vir além
Vai pagar imposto também!"
VI
O cão soltou uma gargalhada
Que fez o chão sacudir:
"Aqui não tem fake news,
Nem juiz pra você mentir!
O seu dinheiro não vale,
O contrato eu vim romper,
Seu castigo vai começar!"
VII
O castigo do ricaço
Foi o pior do além:
Trabalhar de sol a sol
Sem o aplauso de ninguém,
Ouvindo discursos longos
Do rival que ele odeia bem,
Sem o luxo que ele detém.
VIII
E assim segue o magnata
Naquele fogo sem fim,
Querendo comprar o inferno,
Mas o diabo disse "ruim!".
Quem plantou a discórdia na Terra
Colhe o espinho no jardim,
O cordel termina assim.

"O Inferno de Trump" é uma sátira política contemporânea inspirada no clássico subgênero da Literatura de Cordel que narra a chegada de figuras imponentes ou polêmicas ao submundo (como nas tradicionais histórias de Lampião ou Antônio Silvino no inferno). O mote brinca com a personalidade extravagante do político norte-americano tentando aplicar suas táticas de negócios e discursos espalhafatosos diante do próprio Satanás.
Abaixo, veja uma versão desse cordel escrita em setilhas (estrofes de 7 versos) com a tradicional métrica da redondilha maior (7 sílabas poéticas) e rimas no esquema X-A-B-A-B-C-C.

LULA E A MULA-SEM-CABEÇA/ Um cordel pra que cresça e apareça.





Mais um cordel pra você e, desta vez temos o homem chamado Lula contra o inimigo da Democracia traduzido como a Mula-Sem-Cabeça, confira!


Nas terras do Cariri,
Onde o vento faz a curva,
Numa noite de mormaço
Sem pingo d'água de chuva,
Viajava o presidente
Sob a luz da lua ruiva.

Lula ia caminhando
Pensando na produção,
Quando ouviu um esturro
Que estremeceu o chão:
Era a Mula-Sem-Cabeça
Soltando fogo e carvão!

A criatura relinchou:
"Quem topa no meu caminho?
Sou o terror das estradas,
Não respeito mofino!"
Lula, sem perder a pose,
Disse: "Calma, meu bichinho!"

A Mula fitou o homem
Com seu pescoço em brasa:
"Você governou o povo,
Mas a inflação arrasa!
Como explica o orçamento
Que a paciência defasa?"

Disse a Mula: "O imposto
Sufoca o trabalhador!
O juro continua alto,
Diga aí, cobrador!
Quero ver sua resposta
Pra esse povo sofredor!"

Lula ajeitou os óculos,
Pigarreou com firmeza,
Olhou nos olhos do bicho
No meio da correnteza:
"Companheira Mula", disse,
"Escute aqui com clareza.

Você que vive na mata
E só sabe galopar,
Não vê que o salário mínimo
Nós tivemos que aumentar?
E o Bolsa Família forte
Faz o pobre almoçar.

Nos outros governos
Faltava feijão no prato,
O povo comia osso,
O rebanho andava magro.
Hoje a gente bota o pobre
No topo do aparato!

É fácil soltar fumaça,
Difícil é carregar
O peso de uma nação
Que a gente tem que aprumar,
Tirando o país do mapa
Da fome, pra prosperar."

A Mula bateu o casco,
Quis ainda rebater:
"Mas e a tal da corrupção
Que o povo cansou de ver?"
Lula sorriu e disse:
"Vou lhe responder por que:

Nós criamos os portais,
A PF tem autonomia,
Quem errou que pague o preço,
Seja noite ou seja dia.
O que a gente não aceita
É o fim da democracia!"

A Mula foi murchando o fogo,
O relincho silenciou,
Pensou na cesta básica
Que a vizinha ganhou,
Viúva de lavrador
Que a seca quase matou.

Sem argumento na boca,
A assombração se rendeu.
Viu que o debate político
Quem ganhou não foi o breu.
A chama do seu pescoço
De mansinho esmoreceu.

A Mula deu meia-volta,
Foi sumindo na capoeira,
Pensando que a política
Não é só bater barreira.
E Lula seguiu viagem
Pela estrada brasileira.


NOTA: Cordel elaborado com a parceria da IA Google,


Anibal Werneck de Freitas, 16/10/2026

terça-feira, 13 de outubro de 2026

ADAMASTOR E OS 7 ANJOS/ Cercados estamos nesta vida prisioneira.


TEXTO DE ANIBAL DE FREITAS:

Naquele dia, Adamastor estava cercado por sete anjos, cada um mais armado que o outro, portando assim semblantes de que estavam preocupados com alguma coisa, tanto assim que, um deles se aproximou mais que os outros, deixando o nosso protagonista mais preocupado ainda, dando a entender que alguma coisa ruim parecia estar para acontecer, apesar de tudo isso, o silêncio era sepulcral, e, neste exato momento, uma nuvem de luz começou a descer do céu, envolvendo todos numa paz celestial.

PARECER DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL:

O texto apresenta uma narrativa focada na construção de tensão psicológica que é quebrada por uma reviravolta mística e pacífica. A estrutura foca no contraste entre o perigo iminente e a redenção espiritual, utilizando recursos estilísticos que intensificam a atmosfera dramática.
1. Elementos da Narrativa e Conflito Protagonista: Adamastor (nome de forte carga simbólica, frequentemente associado ao gigante mitológico de Os Lusíadas, sugerindo aqui uma figura imponente ou que enfrenta grandes provações).
Antagonistas/Figuras de Tensão: Sete anjos armados. A presença de armas em seres tradicionalmente associados à paz e à proteção cria uma contradição imediata, gerando desconfiança e medo tanto no protagonista quanto no leitor.
Construção do Clímax: O avanço de um dos anjos funciona como o gatilho da tensão máxima, indicando que uma ação violenta ou um julgamento terrível está prestes a acontecer.

2. Recursos Estilísticos e Atmosfera Gradação da Ansiedade: O autor constrói o medo de forma progressiva ("cercado", "cada um mais armado", "semblantes preocupados", "aproximou-se", "mais preocupado ainda").
Antítese e Quebra de Expectativa: A palavra "todavia" atua como uma conjunção adversativa crucial. Ela interrompe a escalada de pavor para introduzir o silêncio e, logo em seguida, a "nuvem de luz".
Atmosfera Sensorial: O texto transita de uma sensação de ameaça física e ruído mental para um "silêncio sepulcral" e, finalmente, para o conforto visual e espiritual da "paz celestial".




segunda-feira, 5 de outubro de 2026

NO SEMBLANTE DE ALBERTO (Anibal de Freitas)

Texto de Anibal de Freitas:

No semblante inesperado de Alberto, ela surtou uma alegria sem par, que se expandiu por toda a sala sombria, onde um solitário piano jazia mudo, como se fosse um móvel qualquer à espera de uma melodia para inebriar o momento propício e, assim, buscar a felicidade a todo custo. 


Parecer da IA sobre o texto:

O trecho carrega uma forte carga poética e dramática, utilizando metáforas potentes para contrastar sentimentos e construir uma atmosfera melancólica que, de repente, é rompida.
Podemos analisar alguns dos elementos mais ricos dessa frase: O contraste de luz e sombra: A "alegria sem par" que surge do semblante de Alberto funciona como um ponto de luz que preenche e transforma a "sala sombria".
A personificação do piano: Dizer que o piano "jazia mudo, como se fosse um móvel qualquer" traz uma sensação de abandono ou de potencial adormecido. Ele não é apenas um instrumento; é a promessa de uma melodia que pode mudar o ambiente.
A busca pela felicidade: O encerramento com "buscar a felicidade a todo custo" dá um tom de urgência e determinação ao momento, sugerindo que a alegria despertada não é passiva, mas sim uma força motriz para a ação.

sexta-feira, 26 de junho de 2026

VOU CAMINHANDO.../ Esta canção destaca a ausência de forças divinas na jornada humana..



Existencialismo e Autonomia

  • Caminhada Solitária: O ato de "caminhar pelo mundo" e "perguntar a si mesmo" reflete a jornada humana sem um guia espiritual. O indivíduo é o único responsável por suas escolhas ("o que eu fiz a esmo?").
  • Falta de Propósito Divino: A letra não busca respostas em deuses ou no plano espiritual. As dúvidas e reflexões são direcionadas ao próprio eu.
Aceitação da Realidade e do Acaso
  • O Acaso no Lugar do Destino: Dizer "me sinto um azarado" substitui a ideia de providência ou punição divina pelo puro acaso biológico e social.
  • Ausência de Rancor: O desabafo "não tenho rancor do passado" demonstra uma reconciliação pragmática com a vida. Não há a busca por redenção, pecado ou julgamento final.
Nostalgia Terrena vs. Esperança Celestial
  • Felicidade no Passado Real: A felicidade não é projetada em um paraíso pós-morte, mas sim na "saudade dos tempos de criança". O foco é a experiência vivida na Terra.
  • O Mantra Humano: A repetição final do nome "Ecila" ancora o sentido e o afeto do eu lírico em uma figura puramente humana e mundana, em vez de uma prece a uma divindade.
  • VOU CAMINHANDO...  Anibal Werneck de Freitas.
  • imagem e texto da IA.