MAR DE MORROS
quarta-feira, 4 de março de 2026
ESTA MÚSICA MEXEU MUITO COMIGO NA MINHA PRIMEIRA INFÂNCIA.
sábado, 28 de fevereiro de 2026
HISTÓRIAS DE ASSOMBRAÇÃO: A DAMA DO MARTELO.
Nas ruínas da antiga capela de São Francisco, o silêncio era interrompido apenas pelas badaladas secas de um sino rachado e antigo, que ninguém ousava tocar, pois era muito mal-assombrado, porque diziam que ele anunciava sozinho a chegada da ‘Dama do Martelo’, uma mulher estranha de vestes cinzentas, que vagava pelo vilarejo em busca de pregos soltos em caixões de túmulos danificados no cemitério local.
Pois bem, conta-se que certa vez o padre Orozimbo, armado apenas com sua fé, decidiu confrontar a aparição. E assim, no meio de uma noite, ouviu o sino bater e, imediatamente, correu para a frente do campanário da igrejinha abandonada, e deparou-se com um cavalo branco de olhos vítreos, parado como uma estátua de gelo sob o luar.
Em pé, no lombo do animal, uma mulher muito alta empunhava um martelo de ferro pesado com o cabo muito comprido, batendo ritmicamente contra o metal do sino, produzindo um som que não vinha deste mundo.
E assim, quando o padre tentou exorcizá-la, a mulher simplesmente virou pra ele e disse com voz cavernosa, ‘Eu badalo este sino não para assombrar, mas para avisar que a fundação desta igrejinha antiga esconde algo que nunca deveria ter sido construído aí’.
Esta
história é contada até hoje pelos mais velhos, mas ninguém nunca se atreveu em
desvendar este mistério, porque o medo de acontecer algo de ruim no vilarejo é
muito grande.
AWF/IA/2026
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
PATRÃO, QUE MAU HÁ?, UMA CANÇÃO QUE FALA SOBRE O FIM DA ESTRADA DE FERRO EM RECREIO-MG.
PATRÃO, QUE MAU HÁ?
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
CAUSO DE ASSOMBRAÇÃO REFERENTE À TROMBA D’ÁGUA DE 1948 NO DISTRITO MINEIRO DE ABAÍBA.
José Antônio, quando viu a água subindo, procurou abrigar a sua família na parte mais alta da sua propriedade, o mesmo tentou fazer com o seu gado, todavia, a lama começou a surgir muito rápida e ele acabou sendo levado por ela, deixando para atrás a esposa Marta e a filha, Filomena, que tentavam sair da casa, enquanto a sua estrutura cedia lentamente. Seus gritos pedindo socorro, certamente, foram abafados pelo barulho forte da chuva torrencial.
Pois bem, quando ocorreu
esta tromba d’água em 1948, no distrito mineiro de Abaíba, muita gente perdeu a
vida, e, sendo assim, hoje em dia, há quem diga que já viu um homem com um
lampião, na margem do rio, gritando pela esposa e filha, principalmente em
noites de chuva muito forte. A lenda também afirma que é possível ouvir os
gritos de socorro de Filomena e o choro de Marta ecoando pelo vale, quando o
nível da água sobe muito, é como se o tempo tivesse congelado aquele momento terrível
da tromba d’água de 1948.
Como já era de se esperar,
o medo de ver as almas dos que morreram nesta enchente de 48, tornou-se parte
do folclore regional, servindo como um aviso sombrio sobre o poder destrutivo
da Natureza.
Anibal Werneck de Freitas,
em Juiz de Fora de 2026.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
DIZ A LENDA, PESSOAS QUE SOFRERAM MUITO NESTA VIDA, ACABAM SE TRANSFORMANDO EM ALMAS PENADAS.
Em Angaturama, pacato distrito de Recreio, MG, conta-se que a calmaria das noites de luar esconde um segredo que arrepiou gerações. Certa noite, os jovens Pedro e José decidiram desafiar os avisos dos mais velhos e caminhar até a antiga estação ferroviária, um lugar marcado pelo silêncio das locomotivas que já não passam mais. No caminho, encontraram Maria, que, aflita, buscava por seu avô, o velho Joaquim, que havia saído para buscar lenha e não retornou. Ao chegarem perto dos trilhos cobertos pelo mato, um frio repentino tomou conta do ar. Pedro avistou uma luz pálida flutuando sobre os dormentes. José, tentando ser corajoso, chamou por Joaquim, mas o que ouviu de volta não foi uma voz humana, mas o som metálico de correntes sendo arrastadas.
De repente, a figura de um homem alto, vestindo roupas de outra época e carregando um lampião apagado, surgiu diante deles. Era Joaquim, o avô de Maria mas seus olhos eram vazios e ele apontava para o antigo casarão que servia de morada para os ferroviários. Maria gritou ao perceber que a mão de seu avô atravessava o cabo de madeira do machado que ele segurava. Diz a lenda local que, em noites de neblina, as almas daqueles que dedicaram a vida à estrada de ferro em Angaturama ainda vagam pelos trilhos, cuidando de um caminho que o tempo esqueceu. Embora parecido fisicamente com o Joaquim, Maria notou que algo estava errado no seu modo de proceder, tanto assim que no dia seguinte, de manhã, o corpo sem vida do seu avô foi encontrado caído nos trilhos. Enfim, deste modo, até hoje, os moradores evitam passar perto da estação ferroviária após a meia-noite, temendo que o som das correntes desperte novamente as lembranças de um passado sombrio.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
QUEM VAI AO DISTRITO DE CONCEIÇÃO DA BOA VISTA SENTE UM AR MISTERIOSO BASTANTE TRISTE E ACOLHEDOR.
Final do século XIX, Conceição da Boa Vista tinha até padre, era uma paróquia muito importante, que na Semana Santa atraía muita gente da região, para participar das procissões com belíssimas imagens do Senhor dos Passos, Nossa Senhora e o Senhor Morto.
Tanto na matriz principal, quanto na capelinha, barraquinhas vendiam de tudo, desde salgadinhos até doces, assim como velas e outros produtos adequados ao evento religioso.
Assim como toda igreja histórica, existe sempre um cemitério atrás dela, no nosso caso, o de Nossa Senhora da Conceição. Pra quem visita o Distrito de Conceição da Boa Vista, sente um ar misterioso e aconchegante, ou seja, um ambiente bastante carregado, principalmente nos túmulos, talvez pelo sofrimento dos escravos de outrora, uma mão de obra sofrida sob o chicote dos feitores, a mando dos senhores cruéis da elite cafeeira.
Pois bem, conta a lenda que numa noite de Lua minguante, Mariazinha, na hora de dormir, viu do buraco de sua janela uma procissão em fila indiana de almas cobertas por
um tecido branco, saindo do cemitério, e rezando em voz alta.
Diferente de assombrações violentas, os antigos contam
que se vê realmente uma fila de luzes pálidas, como velas acesas, movendo-se
lentamente entre os túmulos de granito e as grades de ferro batido.
A história mais famosa narra o causo de um tropeiro que,
ao passar pelo distrito tarde da noite, viu uma senhora vestida de preto
rezando em frente ao portão do cemitério. Com pena da mulher no frio, ele parou
para oferecer ajuda. Ela apenas lhe entregou uma vela apagada e
pediu, Guarde isto com cuidado e me devolva amanhã, neste mesmo lugar.
O homem guardou a vela no alforje e seguiu viagem. Ao
amanhecer, quando abriu a bolsa para pegar o objeto, não encontrou cera ou
pavio, em seu lugar, havia um osso humano, amarelado pelo tempo. Mesmo
assim, ele voltou ao cemitério para cumprir a promessa e, ao depositar o osso
no portão, viu a imagem da senhora desaparecer num sopro de vento, deixando
apenas o cheiro de incenso no ar.
domingo, 15 de fevereiro de 2026
OS IRMÃOS DO CASARÃO MAL-ASSOMBRADO DISTRITO DE ANGATURAMA NA ZONA DA MATA MINEIRA.
Todo mundo gosta de uma história de assombração, por isso mesmo, estou aqui pra contar uma ocorrida no distrito mineiro de Angaturama, conhecido também por São Joaquim. Sendo assim, fique com a gente e ouça este caso que vale a pena. Sem mais, dê o seu Like e obrigado pela força.
Nas ruínas do antigo casarão da pequena Angaturama, Distrito de Recreio-MG, no decorrer do dia a dia, o silêncio só era quebrado pelo som das correntes que Anacleto jurava ouvir todas as noites vindo do porão. Sendo assim, Ele e seu irmão, Alcides, decidiram entrar no local para provar que os boatos de assombração eram apenas invencionices do povoado.
Deste modo, levavam apenas uma lanterna a óleo e a coragem que o álcool lhes dera no bar da vila. Pois é, ao atravessarem o portal de madeira podre da antiga construção, a temperatura caiu drasticamente, e ambos sentiram um arrepio muito forte.
Já no topo da escadaria,
uma figura pálida e curvada surgiu, era Sebastiana, a antiga
governanta que, segundo as más línguas, nunca aceitou ter sido demitida antes
de sua morte solitária. Ela não disse uma palavra, apenas apontou um dedo magro
e gélido para Anacleto, enquanto seus olhos, vazios como abismos,
fixavam-se em Alcides.
O pavor paralisou os dois
e, quando a lanterna subitamente se apagou, o único som audível foi o sussurro
rouco de Sebastiana ecoando pelas paredes, Vocês chegaram
tarde para o jantar, mas o chá da meia-noite já está na mesa. E assim, quem contava esta história
era o próprio Anacleto, que depois desse acontecimento macabro, nunca mais viu o irmão.
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