VÍDEO: As 7 cidades da Zona da Mata Mineira, Carangola, Cataguases, Juiz de Fora, Leopoldina, Manhuaçu, Manhumirim e Muriaé.
ECILA, ECILA, ECILA...
(Anibal Werneck)
(intro: 2X C G F C)
C G7
Tão longe de você,
F C
Recordo de tudo,
C G7
Com os olhos molhados,
F C
E os ouvidos surdos,
C G7
Cansado eu fico,
F C
Pra cantar até custo,
C G7
Pois os meus lábios,
F C
Parecem mudos.
G7
F
Pra dizer o seu nome:
C
G7 F C
Ecila, Ecila, Ecila,
Ecila!
G7 F
C
Ecila, Ecila, Ecila,
Ecila!
G7
Já não bate certo
F C
O meu pobre coração,
G7
Pois o que sinto
F C
São só tristes emoções,
G7
Até as notas
F C
Saem toscas do meu violão
G7
E já não faço
F C
Pra você lindas canções,
C
G7 F C
Ecila, Ecila, Ecila,
Ecila!
C
G7 F C
Ecila, Ecila, Ecila,
Ecila!
F
E para terminar,
G7
Estou contrariado
F
Até para falar
G7
Que estou apaixonado:
C
G7 F C
Ecila, Ecila, Ecila,
Ecila!
C
G7 F C
Ecila, Ecila, Ecila,
Ecila!
C
G7 F C
Ecila, Ecila, Ecila,
Ecila!
C
G7 F C
Ecila, Ecila, Ecila,
Ecila!
Nas ruínas da antiga capela de São Francisco, o silêncio era interrompido apenas pelas badaladas secas de um sino rachado e antigo, que ninguém ousava tocar, pois era muito mal-assombrado, porque diziam que ele anunciava sozinho a chegada da ‘Dama do Martelo’, uma mulher estranha de vestes cinzentas, que vagava pelo vilarejo em busca de pregos soltos em caixões de túmulos danificados no cemitério local.
Pois bem, conta-se que certa vez o padre Orozimbo, armado apenas com sua fé, decidiu confrontar a aparição. E assim, no meio de uma noite, ouviu o sino bater e, imediatamente, correu para a frente do campanário da igrejinha abandonada, e deparou-se com um cavalo branco de olhos vítreos, parado como uma estátua de gelo sob o luar.
Em pé, no lombo do animal, uma mulher muito alta empunhava um martelo de ferro pesado com o cabo muito comprido, batendo ritmicamente contra o metal do sino, produzindo um som que não vinha deste mundo.
E assim, quando o padre tentou exorcizá-la, a mulher simplesmente virou pra ele e disse com voz cavernosa, ‘Eu badalo este sino não para assombrar, mas para avisar que a fundação desta igrejinha antiga esconde algo que nunca deveria ter sido construído aí’.
Esta
história é contada até hoje pelos mais velhos, mas ninguém nunca se atreveu em
desvendar este mistério, porque o medo de acontecer algo de ruim no vilarejo é
muito grande.
AWF/IA/2026
José Antônio, quando viu a água subindo, procurou abrigar a sua família na parte mais alta da sua propriedade, o mesmo tentou fazer com o seu gado, todavia, a lama começou a surgir muito rápida e ele acabou sendo levado por ela, deixando para atrás a esposa Marta e a filha, Filomena, que tentavam sair da casa, enquanto a sua estrutura cedia lentamente. Seus gritos pedindo socorro, certamente, foram abafados pelo barulho forte da chuva torrencial.
Pois bem, quando ocorreu
esta tromba d’água em 1948, no distrito mineiro de Abaíba, muita gente perdeu a
vida, e, sendo assim, hoje em dia, há quem diga que já viu um homem com um
lampião, na margem do rio, gritando pela esposa e filha, principalmente em
noites de chuva muito forte. A lenda também afirma que é possível ouvir os
gritos de socorro de Filomena e o choro de Marta ecoando pelo vale, quando o
nível da água sobe muito, é como se o tempo tivesse congelado aquele momento terrível
da tromba d’água de 1948.
Como já era de se esperar,
o medo de ver as almas dos que morreram nesta enchente de 48, tornou-se parte
do folclore regional, servindo como um aviso sombrio sobre o poder destrutivo
da Natureza.
Anibal Werneck de Freitas,
em Juiz de Fora de 2026.
Em Angaturama, pacato distrito de Recreio, MG, conta-se que a calmaria das noites de luar esconde um segredo que arrepiou gerações. Certa noite, os jovens Pedro e José decidiram desafiar os avisos dos mais velhos e caminhar até a antiga estação ferroviária, um lugar marcado pelo silêncio das locomotivas que já não passam mais. No caminho, encontraram Maria, que, aflita, buscava por seu avô, o velho Joaquim, que havia saído para buscar lenha e não retornou. Ao chegarem perto dos trilhos cobertos pelo mato, um frio repentino tomou conta do ar. Pedro avistou uma luz pálida flutuando sobre os dormentes. José, tentando ser corajoso, chamou por Joaquim, mas o que ouviu de volta não foi uma voz humana, mas o som metálico de correntes sendo arrastadas.
De repente, a figura de um homem alto, vestindo roupas de outra época e carregando um lampião apagado, surgiu diante deles. Era Joaquim, o avô de Maria mas seus olhos eram vazios e ele apontava para o antigo casarão que servia de morada para os ferroviários. Maria gritou ao perceber que a mão de seu avô atravessava o cabo de madeira do machado que ele segurava. Diz a lenda local que, em noites de neblina, as almas daqueles que dedicaram a vida à estrada de ferro em Angaturama ainda vagam pelos trilhos, cuidando de um caminho que o tempo esqueceu. Embora parecido fisicamente com o Joaquim, Maria notou que algo estava errado no seu modo de proceder, tanto assim que no dia seguinte, de manhã, o corpo sem vida do seu avô foi encontrado caído nos trilhos. Enfim, deste modo, até hoje, os moradores evitam passar perto da estação ferroviária após a meia-noite, temendo que o som das correntes desperte novamente as lembranças de um passado sombrio.