Anastácio, bebendo num botequim em Conceição da Boa Vista, apostou com os amigos que iria à meia noite no cemitério, buscar um osso fémur.
Acontece que Prudêncio, um
dos seus amigos, resolveu dar um susto nele, pois conhecendo um atalho até o
cemitério, chegou antes dele.
Deste modo, Prudêncio se escondeu
atrás dum túmulo e toda vez, que o Anastácio pegava um osso, ele dizia com uma
voz cavernosa, Este osso não, porque ele é meu!
E assim Prudêncio foi procedendo
até o Anastácio pegar um, e sair correndo como um louco.
Chegando no botequim, Anastácio
jogou o osso sobre o balcão, demonstrando a sua coragem, e, deixando então, todos
os amigos atônitos.
No entanto, acontece que em
meio a tudo isso, alguém indagou, E o Prudêncio, até agora não apareceu!
No dia seguinte, ele foi
encontrado morto no cemitério.
NOTA: Essa é uma clássica
narrativa do folclore regional mineiro, muito comum no interior de Minas Gerais
(especialmente na região de Leopoldina, Cataguases e
Recreio (onde fica o distrito de Conceição da Boa Vista).