quinta-feira, 29 de outubro de 2026

O OSSO DO CEMITÉRIO/ Cordel assustador, meu doutor.


Peço licença aos leitores
Para um causo lhes contar,
Que se deu no botequim
Numa praça dum lugar,
Conceição da Boa Vista,
Onde o povo vai prosear.

Anastácio, bom de copo,
Com a mente já alterada,
Apostou com os amigos
Numa noite enluarada:
"Vou buscar no cemitério
Um fêmur dentre a ossada!"

"Vou sozinho à meia-noite,
Não tenho medo do além!"
Mas Prudêncio, seu amigo,
Pensou com os botões também:
"Vou pegar esse valente,
Dando-lhe um susto e amém!"

Por um atalho que conhecia
Prudêncio correu primeiro,
Chegou antes do amigo
No nosso lar derradeiro,
Escondendo-se num túmulo,
Num silêncio verdadeiro.

Quando Anastácio chegou
E um osso foi pegando,
Prudêncio, com voz de morto,
Foi logo esbravejando:
"Esse fêmur não é teu,
E o dono já tá cobrando!"

Anastácio largou o osso,
Mas outro quis escolher.
E a voz de novo dizia:
"Esse aí não pode ser!"
Até que o cabra assustado
Não teve mais o que fazer.

Pois agarrou o último osso,
Nem quis saber de quem era,
Deu um pinote no escuro,
Correndo feito uma fera,
Voltou ligeiro pro bar
Com o pessoal à espera.

Chegando no botequim,
Ofegante e sem ação,
mostrando muita coragem
Jogou o osso no balcão,
Todo mundo aterrorizado
Caiu de cara no chão.

Deste modo nosso herói
Cumpriu a sua missão.
O povo ficou atônito,
Tendo o osso na visão,
Mas alguém observou:
"Prudêncio não voltou não!"

"Prudêncio, meu amigo,
Onde você se enfiou ?"
Sua ausência ficou no ar
Até na hora que o dia raiou
E quando o sol apareceu
Uma triste notícia decretou.

Prudêncio estava morto,
Com a alma já desfeita:
Morreu do próprio veneno,
Naquela noite estreita.
Deixando-nos um aviso
Das coisas que nos espreita.

Que não podemos minha gente,
Zombar das coisas do além!
Quem brinca com os mortos
Pode não se dar muito bem,
Pois a morte não tem pressa,
E não perdoa ninguém!

Cordel de Anibal Werneck em parceria com a IA.
Imagem do vídeo da Gemini,

O EXÉRCITO DE LULA

 

O "Exército de Lula" é uma expressão frequentemente utilizada para se referir à militância política, aos movimentos sociais e aos apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na literatura de cordel e na cultura popular, esse termo ganha contornos de resistência, união do povo e luta democrática. [1, 2, 3]
Aqui está um cordel inédito, estruturado na tradicional sextilha (estrofes de seis versos com rimas nos versos pares: ABCBDB), que retrata essa metáfora sob a ótica da cultura popular:
Peço vênia ao leitor
Para usar minha caneta
Vou cantar em desalinho
O cenário do planeta
Mas focando no Brasil
E na força da bancada.
Quando falam de "exército"
Do líder que é operário
Não se pensa em fuzil
Nem em tanque ou armário
É a força do povo
Que labuta no diário. [1]
Esse exército da luta
Não usa farda nem bota
Usa a força da palavra
Para vencer a derrota
É composto de estudantes,
Trabalhador que pilota. [1]
É o povo do sertão
Do agreste e do litoral
Que defende a democracia
Contra toda força do mal
Semeando a esperança
Num projeto nacional. [1, 2, 3]
Com a foice e com o martelo
Ou o giz do professor
Esse exército caminha
Com coragem e com amor
Combatendo a injustiça
E a fala do opressor. [1, 2]
Na Net ou pelas ruas
A matula vai pesada
É a marcha da igualdade
Que nunca será parada
O exército de Lula
É o povo na caminhada! [1]

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

LULA, NOSSO ETERNO PRESIDENTE



Peço licença aos leitores
Para um canto, uma lição,
Vou mostrar neste cordel 
Um sertanejo desta nação,
Que saiu do chão rachado
E conquistou o nosso povão.

Lá na sua terra natal
O Agreste bem fustigado,
Nasceu o menino Luiz,
Num chão bem castigado,
Dona Lindu deu a luz
A um destino bem traçado.

No pau de arara ruidoso,
Menino e mãe viajaram,
Deixando a seca pra trás,
Em São Paulo aportaram,
Com a fome na bagagem,
Mas dignidade não entregaram.

Como Lula metalúrgico,
O tempo passou ligeiro,
Na fábrica engoliu fumaça,
O menino se fez guerreiro,
Aprendeu como se faz,
Um trabalhador altaneiro.

Lá no ABC Paulista,
Sofrendo muito na labuta
Com graxa, suor e metal,
Perdeu o dedo na luta,
Mas ganhou força vital,
Como um operário batuta.

Olhando o companheiro
Naquela triste lida real,
Nas greves trabalhistas
No sindicato agiu legal,
E sua voz ecoou firme
Contra o abuso patronal.

Desafiando os patrões,
Falando com o coração,
Lula subiu no palanque
E comandou a multidão,
Parou as grandes fábricas,
Até a Ditadura, então.

Nas greves de 78,
O povo se levantou,
O direito do operário
Com muita garra gritou,
Na prisão enfrentou o ódio
E a tranca logo chegou.

Seja na velha Ditadura,
Ou no tempo que passou,
Lula conheceu a cela,
Mas sua voz não calou,
Atrás das grades de ferro,
Sua magna força lançou.

A esperança de um povo,
Eles tentaram abafar,
Mas Lula de cabeça erguida
Continuava sempre a lutar,
Porque a ideia estava livre
E ninguém a pôde abafar.

Do chão da fábrica suja,
A rampa do Planalto subiu,
O operário voou bem alto,
Num passe de mágica sorriu,
E assim ele se transformou
No maior Presidente do Brasil.

Tirou milhões da miséria,
Enchendo o prato do irmão,
Levou luz para o Nordeste,
Deu livro, força e educação,
O retirante ficou em casa,
Com este Presidente na Nação.

Como se isto não bastasse,
Do Fascismo ele nos livrou,
Levou o povo pras ruas,
E o grande perigo passou,
Do Inimigo da Pátria,
Que o nosso Brasil assolou.

















sábado, 24 de outubro de 2026

LULA CONTRA O DRAGÃO DA RUINDADE/ Cordel sobre um homem que tem renome.



Peço licença aos leitores
Para um caso aqui contar
Da peleja de um guerreiro
Que não cansa de lutar
Contra um monstro de fogo
Que tentou tudo queimar.

Esse monstro cobiçoso
Que assombra a nossa terra
É o Dragão da Ruindade
Que cospe o fogo da guerra
Trazendo a fome e a miséria
Do sertão até a serra.

O dragão tinha mil garras
E em cada garra um veneno:
Destruía o hospital
Maltratava o pequeno
E deixava o povo pobre
Num desgosto sem aceno.

Mas do interior do país
Desse chão de terra nua
Surgiu o herói operário
Que o povo todo cultua
O retirante Luiz Inácio
Que não foge da batalha sua.

Lula montou seu cavalo
Com a couraça da esperança
Levou na mão a justiça
E a paz na sua lança
Pra libertar o Brasil
Dessa terrível herança.

O Dragão da Maldade rugiu
Cuspindo ódio e inflação
Mas Lula bateu o pé
Com a força do sertão
Trouxe o prato de comida
E o livro da educação.

O monstro ficou derrotado
Pela força do amor
Voltou a fartura à mesa
Do humilde trabalhador
E o Nordeste sorriu forte
Vencendo aquele terror.

NOTA: Cordel com a colaboração da IA e Imagem do Gemini.

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

O HOMEM NA LUA/ Cordel de uma proeza com certeza.

 


O HOMEM NA LUA

Peço rima e poesia
Para o meu verso rimar,
Vou contar uma história
Que fez o mundo parar:
O dia em que o ser humano
Foi na Lua caminhar.

Era tempo de disputa,
Guerra Fria na nação,
Estados Unidos e Rússia
Buscando a evolução,
Para ver quem conseguia
A maior comoção.

Na corrida da expansão.
A temperatura subiu
Lá no ano de 69
O mundo assistiu,
A nave Apollo Onze
Que do planeta partiu,

Rumo ao astro prateado
Que o céu sempre cobriu.
Neil Armstrong, o piloto,
Foi o primeiro que surgiu,
Deu um passo bem pequeno
Que o mundo inteiro viu,

Mas um salto gigantesco
Pra humanidade emocionar.
O Sertão olhou pro céu
Sem muito acreditar,
Diziam: "É coisa de cinema,
Ninguém consegue chegar.

Pois a Lua é de São Jorge
E ninguém vai lhe expulsar!"
Mas a ciência provou
Que o homem é capaz,
De romper as barreiras,
Ir além, buscar a paz,

E deixar a sua pegada
Onde o vento não desfaz.
Hoje a Lua continua
No seu papel a brilhar,
Inspirando os namorados
Quer na terra, quer no mar.

Infelizmente hoje em dia
Há quem não acredita
Que o homem foi a Lua
E ainda por cima critica
Não tem o hábito da leitura
É gente negacionista.

domingo, 18 de outubro de 2026

O MIGUEL NO CÉU/ Um cordel de sabedoria totalmente de minha autoria.



O MIGUEL NO CÉU

A vontade vem de longe
Pra escrever este cordel
De uma história ocorrida
Depois da morte, no céu,
De um homem muito bom
Cujo nome era Miguel.

Quando estava na Terra
Dizia pra todos assim:
'Quando morrer quero ver
O meu anjo Serafim
que sempre me salvou
De todos perigos, enfim'.

Assim que pisou no céu
São Pedro logo apareceu:
'Bem-vindo meu bom amigo
Que este lugar é todo seu!'
Alegre e feliz como nunca,
O bom Miguel agradeceu.

Um Céu de anjos surgiu
Acalentando nosso Miguel
Muito temente a Deus
Se mostrava sempre fiel
Sua vontade então foi feita
Através dum rio de mel.

E assim embarcou Miguel 
Ao encontro do seu anjo
Serafim, mais perto de Deus,
Mas foi preciso muito arranjo
Pra conseguir ao menos ver
O seu tão querido Arcanjo.

Esta história até hoje rola 
Porque ninguém sabe contar
Se Miguel encontrou o Anjo
Que ao lado de Deus está
Porque fica muito difícil
A face do Poderoso, olhar.

Segundo o 'Doutor Angélico'
O famoso Tomás de Aquino
Os anjos mais perto de Deus
São os que estão mais no cimo
Todavia, mesmo assim ajudam
Todo homem peregrino.

Este cordel termina aqui
Revelando uma explicação
Que Miguel foi peregrino
A vida toda numa missão
De andar pela Terra Santa
Em busca da Comunhão.

NOTA: Tirando a gravura (Gemini), este cordel não tem a participação da IA, ele é totalmente de minha autoria, vale a pena conferir.

Anibal Werneck de Freitas, em 19/10/2026









 

sábado, 17 de outubro de 2026

EU VI NO CEMITÉRIO/ Um cordel pra quem é forte e não teme a morte.




Senhores, peço licença
Para a história começar
De um cabra muito valente
Que gostava de mofar
Dizia que assombração
Era história pra enganar.


Certa noite de neblina
Lá pras bandas do sertão
Ele cruzou o cruzeiro
Sem fazer uma oração
Entrou na vila dos mortos
Gostando da solidão.

Eu vi no cemitério,
Com olhos que a terra consome,
Uma assombração medonha
Que assusta qualquer homem:
O fantasma de um avarento
Que de remorso hoje come.

Eu vi no cemitério
A lua beijar a tumba,
E escutei na ventania
O eco de uma macumba,
Uma caveira sorrindo
Balançando a catacumba.

Eu vi no cemitério
Um fogo que corre o chão,
Não era bicho da terra,
Era a alma de um vilão
Pedindo a quem passava
Uma réstia de perdão.

O cabra que era valente
Sentiu o corpo tremer,
Esqueceu a valentia
E botou foi pra correr,
Viu que o mundo dos mortos
Não é pra vivo mexer.

Deixo aqui o meu conselho
Pra quem gosta de zombar:
Respeite quem já partiu
E o seu eterno lugar,
Pois quem desafia a morte
Pode não ter pra onde voltar!

NOTA: Cordel feito em parceria com a IA Google.

Anibal Werneck de Freitas, em 18/10/2026