Segundo a Inteligência
Artificial, o ponto comum mais marcante entre as duas músicas, ‘Summertime’ e ‘Êta
Minhas Gerais’, é a sua estrutura temática baseada na transição das partes do
dia (noite, aurora, dia e tarde) e forte inspiração melódica/harmônica que o
autor, Aníbal Werneck de Freitas, extrai de ‘Summertime’, assim como o clássico do jazz evoca uma
atmosfera muito específica de um momento do dia (o verão/fim de tarde), porque a
letra de ‘Êta, Minhas Gerais’, é construída cronologicamente, acompanhando a
passagem do tempo no campo, começando com a Lua Branca clareando os capinzais e
a sombra das serras formando ‘enormes catedrais’, onde a aurora descreve o
amanhecer que ‘semeia ilusões’ e encanta os casais sob a luz dos castiçais, e,
deste modo, mostra o dia acordando, abrindo os raios amarelos, revelando os ‘templos
seculares’ através dos vitrais, finalizando com a tarde no “dobrar dos
sinos" que acalma a alma e traz a bênção da Virgem Maria sobre as terras
mineiras. Enfim, o próprio compositor Aníbal Werneck indica em suas redes o seu
processo criativo e sua vivência musical perpassando pela releitura e conexão
de clássicos universais, estabelecendo assim, pontes diretas entre o seu ‘ensolarado
Recreio de Minas’ e a famosíssima canção americana ‘Summertime’ de George
Gershwin. Portanto, concluindo, ambas as obras utilizam o cenário de fundo (a
calmaria mineira em uma e na outra, o clima quente do sul americano) para criar
uma atmosfera de contemplação e conexão com o ambiente.