domingo, 15 de fevereiro de 2026

OS IRMÃOS DO CASARÃO MAL-ASSOMBRADO DISTRITO DE ANGATURAMA NA ZONA DA MATA MINEIRA.

Todo mundo gosta de uma história de assombração, por isso mesmo, estou aqui pra contar uma ocorrida no distrito mineiro de Angaturama, conhecido também por São Joaquim. Sendo assim, fique com a gente e ouça este caso que vale a pena. Sem mais, dê o seu Like e obrigado pela força.

Nas ruínas do antigo casarão da pequena Angaturama, Distrito de Recreio-MG, no decorrer do dia a dia, o silêncio só era quebrado pelo som das correntes que Anacleto jurava ouvir todas as noites vindo do porão. Sendo assim, Ele e seu irmão, Alcides, decidiram entrar no local para provar que os boatos de assombração eram apenas invencionices do povoado. 

Deste modo, levavam apenas uma lanterna a óleo e a coragem que o álcool lhes dera no bar da vila. Pois é, ao atravessarem o portal de madeira podre da antiga construção, a temperatura caiu drasticamente, e ambos sentiram um arrepio muito forte.

Já no topo da escadaria, uma figura pálida e curvada surgiu, era Sebastiana, a antiga governanta que, segundo as más línguas, nunca aceitou ter sido demitida antes de sua morte solitária. Ela não disse uma palavra, apenas apontou um dedo magro e gélido para Anacleto, enquanto seus olhos, vazios como abismos, fixavam-se em Alcides.

O pavor paralisou os dois e, quando a lanterna subitamente se apagou, o único som audível foi o sussurro rouco de Sebastiana ecoando pelas paredes, Vocês chegaram tarde para o jantar, mas bem na hora do café da meia-noite que o finado pai de vocês gostava de tomar antes de dormir." E assim, quem contava esta história era o próprio Anacleto, que depois desse acontecimento macabro, nunca mais viu o irmão.


terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

DO LADO DE LÁ TEMOS A MÚSICA LOVE ME TENDER, SUCESSO DE ÉLVIS PRESLEY, E DO LADO DE CÁ, TRILHOS TORTOS.



LOVE ME TENDER (Élvis Presley e Vera Matson).
TRILHOS TORTOS (Anibal Werneck de Freitas).

Olá pessoal,
Neste vídeo ouviremos LOVE ME TENDER, uma música do lado de lá, que a História consagrou na voz de Élvis Presley, num filme referente ao Velho Oeste. Por outro lado, ouviremos também uma música do lado de cá, TRILHOS TORTOS, feita em homenagem aos maquinistas, que perderam a vida trabalhando.
É isso aí, companheira e companheiro, mais uma vez, obrigado pela força.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

QUAND'EU MORRER!, ESTA MÚSICA , MEU AVÔ FRANCISCO GOSTAVA MUITO DE CANTAR, VALE A PENA CONFERIR!

 



QUAND'EU MORRER! (música de autor desconhecido). A foto do vídeo é da igreja de Conceição da Boa Vista, Distrito de Recreio-MG., terra do meu pai. 
AWF/Jan2026

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

AWF/Nov2025 - CATADEIRAS DE CAFÉ




Texto tirado do site: https://www.mexidodeideias.com.br/mercado/... diz o seguinte: Encontrei este artigo que romantiza o ofício com o termo “pianistas do café”. Adorei e compartilho com vocês. “Pianista era o apelido que, jocosamente, eles mesmos se davam. Por que “pianista”? Ora, porque ao sentar no banquinho em frente da máquina, para catar as impurezas – pedras, torrões de terra, folhas, gravetos – que vinham misturadas aos frutos do café, as pessoas, catando os ciscos na esteira, as mãos tocando aqui e ali, a esquerda e à direita, lembravam um pianista tocando as teclas do piano”.

Na era da internet e dos avanços tecnológicos, é muito difícil ouvir falar sobre as catadeiras de café. Porém, elas existem! Tive a feliz oportunidade de encontrar e conversar com seis mulheres durante uma visita à Fazenda Santa Margarida, em São Manuel (interior do estado de São Paulo). Coincidentemente, achei uma foto boa em uma reportagem da Vejinha (leia na íntegra aqui) das mesmas mulheres que encontrei (imagem do começo do post). O processo em si acontece da seguinte forma: a luz é apagada para que o foco seja apenas a esteira ou a mesa com os grãos de café ainda verdes. A única luz do ambiente fica em cima dos grãos para facilitar a escolha. No cardápio das conversas vai desde a novela até notícias e fofocas da região. Quando perguntei sobre a rotina de trabalho, lembro de uma resposta bem direta de uma delas: “comparando com o trabalho duro na roça, estar aqui escolhendo café é um privilégio”. Ao humanizar um processo que hoje é largamente industrial, as catadeiras de café sobrevivem e inspiram com seu trabalho. Este é caso do artista Anibal Werneck de Freitas, que compôs os seguintes versos cantados (confira a música aqui). CATADEIRAS DE CAFÉ Mulheres velhas, novas e negras Catando o café em meio ao suor. Banhando o salão amplo e sombrio, Contrastando com o sol forte no meio-fio. Dessas mulheres depende a cidade, Sem elas morre o poder da falsidade E o padre na igreja sem o café Não pode sustentar nos fiéis sua fé. Catadeiras de café! Catadeiras da fé! Catadeiras do chão! Catadeiras sem razão!