sábado, 31 de outubro de 2020

SENSITIVA (Zé Guimarães)

Ali estava ela

tão próxima de mim.

Aveludada agreste

poesia radioativa

irradiante fluente

influente.

Observei-a.  Cheirei-a. Amei-a.

Olhando-nos.

Observou-me. Cheirou-me. Amou-me.

Absorveu-me.

O êxtase levou-me a pensar

que se tratava de objeto meu

e possessivo

pus-lhe a mão.

Assustou-se.

Recolheu-se.

Adormeceu.










Poesia do livro, MINASGEROU, de Zé Guimarães, impresso no O JORNAL DE RECREIO e lançado na EXARTEC - 5, (5ª Exposição Artística e Cultural de Recreio), no dia 14 de julho de 1982. 

Capa: Fábio Yanyr.

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

luiza mahin - negra revolucionária

como professor de história, eu nunca me senti aposentado, ainda mais hoje com a internet, um veículo fantástico para o ensino.
além do mais, eu amo a disciplina história, ela me leva pra qualquer lugar no tempo e no espaço.
veja bem, ontem mesmo, eu estive na casa festeira da tia ciata, no rio de janeiro do início do século XX. 
como se não bastava, tive o privilégio de ver o ernesto dos santos, cantando, 'pelo telefone', o primeiro samba gravado.
tia ciata, fazia suas festas que duravam até três dias, com a proteção do presidente da república, venceslau brás, que lhe era muito grato por ter ela curado um ferimento que não sarava, na sua perna. é isso aí, pegue um bom livro de história e boa viagem!