LULA e A mula-Sem-Cabeça: desenvolver o seguinte roteiro no estilo cordel: Lula encontra com a mula sem cabeça e começam a discutir política, no final lula gqanha a questão.
Abaixo está o cordel completo, rimado em sextilhas (estrofes de seis versos) no tradicional esquema ABCBDB, trazendo o calor do sertão e o debate político proposto.
🪵 O Encontro de Lula com a Mula-Sem-Cabeça
Nas terras do Cariri,
Onde o vento faz a curva,
Numa noite de mormaço
Sem um pingo de água de chuva,
Viajava o presidente
Sob a luz da lua ruiva.
Onde o vento faz a curva,
Numa noite de mormaço
Sem um pingo de água de chuva,
Viajava o presidente
Sob a luz da lua ruiva.
Lula ia caminhando
Pensando na produção,
Quando ouviu um esturro
Que estremeceu o chão:
Era a Mula-Sem-Cabeça
Soltando fogo e carvão!
Pensando na produção,
Quando ouviu um esturro
Que estremeceu o chão:
Era a Mula-Sem-Cabeça
Soltando fogo e carvão!
A criatura relinchou:
"Quem topa no meu caminho?
Sou o terror das estradas,
Não respeito mofino!"
Lula, sem perder a pose,
Disse: "Calma, meu bichinho!"
"Quem topa no meu caminho?
Sou o terror das estradas,
Não respeito mofino!"
Lula, sem perder a pose,
Disse: "Calma, meu bichinho!"
A Mula fitou o homem
Com seu pescoço em brasa:
"Você governou o povo,
Mas a inflação arrasa!
Como explica o orçamento
Que a paciência defasa?"
Com seu pescoço em brasa:
"Você governou o povo,
Mas a inflação arrasa!
Como explica o orçamento
Que a paciência defasa?"
Disse a Mula: "O imposto
Sufoca o trabalhador!
O juro continua alto,
Diga aí, cobrador!
Quero ver sua resposta
Pra esse povo sofredor!"
Sufoca o trabalhador!
O juro continua alto,
Diga aí, cobrador!
Quero ver sua resposta
Pra esse povo sofredor!"
Lula ajeitou os óculos,
Pigarreou com firmeza,
Olhou nos olhos do bicho
No meio da correnteza:
"Companheira Mula", disse,
"Escute aqui com clareza.
Pigarreou com firmeza,
Olhou nos olhos do bicho
No meio da correnteza:
"Companheira Mula", disse,
"Escute aqui com clareza.
Você que vive na mata
E só sabe galopar,
Não vê que o salário mínimo
Nós tivemos que aumentar?
E o Bolsa Família forte
Faz o pobre almoçar.
E só sabe galopar,
Não vê que o salário mínimo
Nós tivemos que aumentar?
E o Bolsa Família forte
Faz o pobre almoçar.
No tempo dos outros governos
Faltava feijão no prato,
O povo comia osso,
O rebanho andava magro.
Hoje a gente bota o pobre
No topo do aparato!
Faltava feijão no prato,
O povo comia osso,
O rebanho andava magro.
Hoje a gente bota o pobre
No topo do aparato!
É fácil soltar fumaça,
Difícil é carregar
O peso de uma nação
Que a gente tem que aprumar,
Tirando o país do mapa
Da fome, pra prosperar."
Difícil é carregar
O peso de uma nação
Que a gente tem que aprumar,
Tirando o país do mapa
Da fome, pra prosperar."
A Mula bateu o casco,
Quis ainda rebater:
"Mas e a tal da corrupção
Que o povo cansou de ver?"
Lula sorriu e disse:
"Vou lhe responder por que:
Quis ainda rebater:
"Mas e a tal da corrupção
Que o povo cansou de ver?"
Lula sorriu e disse:
"Vou lhe responder por que:
Nós criamos os portais,
A PF tem autonomia,
Quem errou que pague o preço,
Seja noite ou seja dia.
O que a gente não aceita
É o fim da democracia!"
A PF tem autonomia,
Quem errou que pague o preço,
Seja noite ou seja dia.
O que a gente não aceita
É o fim da democracia!"
A Mula foi murchando o fogo,
O relincho silenciou,
Pensou na cesta básica
Que a vizinha ganhou,
Viúva de lavrador
Que a seca quase matou.
O relincho silenciou,
Pensou na cesta básica
Que a vizinha ganhou,
Viúva de lavrador
Que a seca quase matou.
Sem argumento na boca,
A assombração se rendeu.
Viu que o debate político
Quem ganhou não foi o breu.
A chama do seu pescoço
De mansinho esmoreceu.
A assombração se rendeu.
Viu que o debate político
Quem ganhou não foi o breu.
A chama do seu pescoço
De mansinho esmoreceu.
A Mula deu meia-volta,
Foi sumindo na capoeira,
Pensando que a política
Não é só bater barreira.
E Lula seguiu viagem
Pela estrada brasileira.
Foi sumindo na capoeira,
Pensando que a política
Não é só bater barreira.
E Lula seguiu viagem
Pela estrada brasileira.
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