Vou mostrar neste cordel
Um sertanejo desta nação,
Que saiu do chão rachado
E conquistou o nosso povão.
Lá na sua terra natal
O Agreste bem fustigado,
Nasceu o menino Luiz,
Num chão bem castigado,
Dona Lindu deu a luz
A um destino bem traçado.
No pau de arara ruidoso,
Menino e mãe viajaram,
Deixando a seca pra trás,
Em São Paulo aportaram,
Com a fome na bagagem,
Mas dignidade não entregaram.
Como Lula metalúrgico,
O tempo passou ligeiro,
O tempo passou ligeiro,
Na fábrica engoliu fumaça,
O menino se fez guerreiro,
Aprendeu como se faz,
Um trabalhador altaneiro.
O menino se fez guerreiro,
Aprendeu como se faz,
Um trabalhador altaneiro.
Lá no ABC Paulista,
Sofrendo muito na labuta
Com graxa, suor e metal,
Perdeu o dedo na luta,
Mas ganhou força vital,
Com graxa, suor e metal,
Perdeu o dedo na luta,
Mas ganhou força vital,
Como um operário batuta.
Olhando o companheiro
Naquela triste lida real,
Nas greves trabalhistas
No sindicato agiu legal,
E sua voz ecoou firme
Contra o abuso patronal.
Desafiando os patrões,
Falando com o coração,
Lula subiu no palanque
E comandou a multidão,
Parou as grandes fábricas,
Até a Ditadura, então.
Nas greves de 78,
O povo se levantou,
O direito do operário
Com muita garra gritou,
Na prisão enfrentou o ódio
E a tranca logo chegou.
Seja na velha Ditadura,
Ou no tempo que passou,
Lula conheceu a cela,
Mas sua voz não calou,
Atrás das grades de ferro,
Sua magna força lançou.
A esperança de um povo,
Eles tentaram abafar,
Mas Lula de cabeça erguida
Continuava sempre a lutar,
Porque a ideia estava livre
E ninguém a pôde abafar.
Continuava sempre a lutar,
Porque a ideia estava livre
E ninguém a pôde abafar.
Do chão da fábrica suja,
A rampa do Planalto subiu,
O operário voou bem alto,
A rampa do Planalto subiu,
O operário voou bem alto,
Num passe de mágica sorriu,
E assim ele se transformou
E assim ele se transformou
No maior Presidente do Brasil.
Tirou milhões da miséria,
Enchendo o prato do irmão,
Levou luz para o Nordeste,
Deu livro, força e educação,
O retirante ficou em casa,
Com este Presidente na Nação.
Enchendo o prato do irmão,
Levou luz para o Nordeste,
Deu livro, força e educação,
O retirante ficou em casa,
Com este Presidente na Nação.
Como se isto não bastasse,
Do Fascismo ele nos livrou,
Levou o povo pras ruas,
E o grande perigo passou,
Do Inimigo da Pátria,
Que o nosso Brasil assolou.

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