A obra "Foi-se na Foice", gravada por Anibal Werneck de Freitas no álbum Lua Nua (1985), é uma composição expressiva da Música Popular Brasileira (MPB) da década de 1980, contextualizada no período de redemocratização do Brasil. O ano de 1985 marca o fim da ditadura militar no Brasil, um período de transição política forte. O título utiliza um trocadilho com a expressão popular "foi-se" (expressando perda ou fim) e a ferramenta "foice". A foice evoca o trabalho no campo, a colheita e a subsistência. 0 Estilo é MPB de linhagem regionalista e autoral, com influências da música mineira e do interior do Brasil. O predomínio de cordas acústicas e uma interpretação vocal íntima e reflexiva, típica das produções independentes ou de festivais da época. A letra é focada na dualidade entre a perda (o que se foi) e a ação transformadora ou de ruptura (o corte da foice).
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